Artigo

Vai Entender Esses Jovens!

Até pouco tempo, ainda que restrito, o conceito de gerações separava as pessoas por faixa etária, além do comportamento, e tentava explicar comportamentos diferentes em função da época em que as pessoas nasceram. Os chamados Yuppies, sucessores dos hippies, seguiam uma linha muito clara de crenças...

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Dérbi da Pipoca

Posted by Jean Carlo Oliveira | Posted in Meus Artigos | Posted on 26-09-2009

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pipoca

Hoje foi dia de clássico, o maior do futebol mundial: Guarani x Ponte Preta. Como alguém já disse, “todo homem deve fazer algumas coisas na vida”:

Ter um filho

Plantar uma árvore

Escrever um livro

E assistir ao dérbi de Campinas.

Foi perfeito. Guarani 2, Ponte Preta 1. Apesar do “pé-frio” do Rodrigo, ganhamos. (essa parte foi sugerida pelo Daniel).

Mas vamos ao que interessa. Imaginem a cena: Calor de 32°; O sol, que deve ter abandonado o restante do planeta pra estacionar de frente pra arquibancada; O estádio lotado, impossibilitando qualquer deslocamento aos banheiros e bares. Resumindo: Água, nem pensar. No máximo um picolé pra refrescar.

No meio desse deserto, eis surgem alguns vendedores, passando pra lá e pra cá, vendendo imaginem o que? Pipoca.

Aquilo me dava sede só de olhar. Eu podia aceitar a idéia de beber todo o tubo de vinagre, mas em hipótese alguma comeria aquela pipoca, não naquele calor.

Um “visionário” torcedor dá um grito:

- Tio, troca essa pipoca por água que você vende tudo!

Não precisava ser nenhum pós-graduado em promoção de vendas pra chegar a tal conclusão.

Um outro perguntou a ele:

- Por que o senhor está vendendo “pipoca”, nesse calor?

A resposta, a mais inocente possível: – Pra ajudar o Guarani.

Não sei se fiquei mais feliz com o comprometimento do “tio” vendedor de pipoca, ou assustado com a falta de sensibilidade da administração.

Imaginem só, a quantidade de água vendida se os três ou quatro vendedores destinados a vender pipocas tivessem sido deslocados para venderem água. Não precisa nem dizer. Só eu tomaria ao menos uns 3 copos.

O curioso é analisar que muitas empresas fazem o mesmo. Olham para o próprio umbigo para decidir o que ofertar ao consumidor. Esse tempo já se foi, há pelo menos uns quinze anos. Não se pode mais ofertar apenas baseado nas necessidades da empresa, ou mesmo baseado em um conceito engessado, que não se adapte às sazonalidades, por mais sutis que elas sejam.

Mas enfim, o que importa é que o Guarani ganhou, Vamos subir, e os ponte-pretanos, coitados, vão dormir com a cabeça inchada.

A Promoção de Vendas na Internet

Posted by Jean Carlo Oliveira | Posted in Meus Artigos | Posted on 19-09-2009

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barcelona

Como grande parte das ferramentas de marketing, a promoção de vendas ainda não está “madura”, na internet.

Com raras exceções. O que vemos são tentativas de se promover um produto ou marca sem a devida consistência com o cenário social, concorrência, demanda e divulgação.

Segundo definição de Alcino Ricoy Júnior, A promoção de vendas diferencia-se das vendas pessoais e, portanto, do vendedor, por se tratar de uma técnica para favorecer as vendas em massa e que objetiva o preparo sistemático para a venda em grande escala, a qual será decorrente de um planejamento de suas ações com as vendas, em estreita ligação com o campo da comunicação”, ou seja a promoção não pode ser considerada como com um fim em si mesmo, dependendo da interligação e consideração de fatores internos, de ordem administrativa, além dos fatores externos, já mencionados.

Segundo Kotler, a promoção de vendas tem como “qualidade fundamental” a geração de um elemento de persuasão muito importante nas decisões de compra: A escassez, sobre o qual discorreremos em ocasião oportuna.

Muito mais que o interesse no produto, a sensação de oportunidade única, gerada pela escassez, move o consumidor a agir, para não ter cerceado seu direito de escolha.

Esse ítem persuasivo acaba por atrair, em grande parte, consumidores motivados pela economia gerada, porém é necessário considerarmos a baixa lealdade, característica desse perfil de consumidor.

Pesquisas são essenciais para o sucesso de uma campanha. Várias ferramentas estão disponíveis para coleta de dados, mensuração e estimativas, de maneira nunca imaginada antes do advento da internet, mas a grande dificuldade ainda se concentra na falta de conhecimento e de capacitação de profissionais para utilização desses dados que, sem análise, valem tanto quanto pensamento positivo para aumentar as vendas.

Ainda com relação aos fatores externos, é necessário se atentar para o ambiente. No ambiente on-line o tempo passa de maneira diferente. Num mundo feito de cliques, o mesmo tempo que gera vantagem competitiva sobre os meios tradicionais também será figura de acusação para ações fora do contexto social, que se altera muito rapidamente. O usuário recebe informação de maneira rápida e espera que você esteja preparado para responder na mesma velocidade.

Um exemplo de ação bem planejada foi realizado pela NetShoes, líder em venda de material esportivo pela internet.

No último dia 27 de maio, Barcelona e Manchester United disputavam a final da “Champions League”, torneio de maior importância para o futebol europeu.

Apenas algumas horas depois, ao acessar o site da Netshoes o visitante era recebido com o que podemos chamar de “uma festa” ao então campeão Barcelona, promovendo toda a linha de produtos relacionadas à ele.

É importante atentar-nos para todos os fatores envolvidos na promoção:

Cenário Social

Quantos brasileiros torcem pro Barcelona? Imagino que em número infinitamente inferior ao número de brasileiros que torcem pra seleção brasileira. Até meu Guarani tem mais torcedores que o Barcelona (aqui no Brasil). Então porque não promover os ítens da seleção Brasileira.

A internet tem o poder de realizar desejos de maneira imediata. No caso, quantas pessoas, logo após o jogo, seriam bombardeadas com a informação do título do Barcelona, despertando desejo de consumo da imagem de “Campeão”?

Isso é analisar o cenário, e não cair na armadilha da utopia de marketing, presente em algumas empresas.

Divulgação

A NetShoes é um case do Google e utiliza muito bem o poder desse gigante, gerador de tráfego. Nesse ponto a empresa não tinha grandes problemas. O fato é que na maioria dos casos as empresas, principalmente as pequenas e médias, subestimam a necessidade de ações planejadas de modo a garantir o tráfego ao site ficando apenas com o ônus da promoção, concentrada no custo de planejamento e execução, mas com pouca visibilidade.

Tempo

O jogo se encerrou em torno das 17hs. Você imagina que a empresa iniciou a campanha após o final da partida?

Acho que não.

Imagino a cena: A campanha planejada alguns dias antes. As duas peças promocionais prontas, para os dois times, até então ninguém sabia o resultado da partida. O departamento de execução com os olhos fitos na tela. Ao apito final do árbitro a equipe entra em ação. Pronto. Temos uma ação de sucesso.

Muitas pessoas só receberam a notícia da vitória do Barcelona nos telejornais noturnos, mas à essa hora, a NetShoes já devia ter vendido algumas dezenas de camisas do time campeão.

Nenhum dos conceitos é novo e nenhum deles dispensável para uma ação promocional, seja ela na web ou no modelo tradicional. O consumidor é o mesmo, com os mesmos desejos. Apenas com sob novas bandeiras e principalmente formas de comunicação, mas ainda ansioso pela satisfação de seus desejos.

Cabe às empresas estudarem esse consumidor no ambiente online e se adequarem. Afinal, o ambiente é dele.

Starbucks – Um laboratório de Marketing

Posted by Jean Carlo Oliveira | Posted in Mais Artigos | Posted on 18-09-2009

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15S

Pessoal, colaboração enviada por um grande amigo.

* Por André Staffocker

Eu diria que grande parte da população mundial já ouviu falar nessa rede de cafeterias tão famosa pelo mundo. Agora quem já ouviu falar em 15th. Coffee & Tea??

Pois é, por incrível que pareça, hoje, as duas são comandadas pelo mesmo grupo.

A 15th. Coffee & Tea foi criada a partir de um desafio que o fundador da Starbucks fez aos seus executivos com a seguinte pergunta:

“Se vocês tivessem que competir com a Starbucks, que tipo de loja montariam?”.

O resultado apareceu como um novo conceito de cafeteria.

A Starbucks tem seus diferenciais, como servir seu café em copos de papelão, vários misturadores de café com gelo em cima dos balcões, que fazem da rede Starbucks uma grande corporação atrelada à valores de lojinha de esquina.

Em 24 de Julho surgiu a nova loja 15th. Coffee & Tea, em Seattle, cidade que foi o berço da Starbucks. Com um estilo totalmente peculiar, só se utilizam xícaras de louça, com os mais curiosos tipos de grãos de café, torrados e moídos na hora do pedido do cliente, além de disponibilizar um ambiente totalmente agradável e cultural, oferecendo apresentações de saraus literários e shows musicais ao vivo.

Na primeira visita feita pelo fundador da Starbucks à nova loja 15th. Coffee & Tea, ele anunciou a abertura de mais duas filiais na mesma cidade diante de tal empolgação.

Diante de uma crise global as dificuldades aparecem e provocam incertezas e uma serie de desafios a serem superados pelas grandes marcas. Por outro lado, diante dessa mesma crise, existe um mar de oportunidades que estão disponíveis para quem estiver preparado para identificá-las, assim como o caso da 15th. Coffee & Tea.

Com a nova marca, a rede de lojas Starbucks realiza um movimento chamado de trading-up, ou seja, subir na escala de sofisticação e preço como forma de transferência de valor aos produtos mais baratos, assim como fez a gigante Toyota quando lançou o Lexus.

Mesmo com toda essa iniciativa maravilhosa e revolucionária no conceito de cafeteria, feita pela Starbucks, ela também pode ter alguns problemas.

O conceito de cafeteria requintada e cultural com ar artesanal não se aplica ao estilo de loja que o público da Starbucks está acostumado a freqüentar. Outro detalhe fundamental é que esse conceito não poderá ser aplicado em grande escala, tendo em vista que Starbucks não está perdendo seus clientes para pequenas cafeterias, mas para os grandes Fast Foods.

Ainda assim isso pode servir de laboratório para o Sr. Howard Schultz aplicarem suas idéias.