Artigo

Starbucks – Um laboratório de Marketing

Pessoal, colaboração enviada por um grande amigo. * Por André Staffocker Eu diria que grande parte da população mundial já ouviu falar nessa rede de cafeterias tão famosa pelo mundo. Agora quem já ouviu falar em 15th. Coffee & Tea?? Pois é, por incrível que pareça, hoje, as duas são...

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Mais Uma do Google

Posted by Jean Carlo Oliveira | Posted in Meus Artigos | Posted on 06-11-2009

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Muita gente já ouviu falar do Google Wave, a nova ferramenta do Google.

Muita gente sabe muito pouco, é verdade, mas o buzz foi feito.

Quem não se lembra dos primórdios do Orkut? Alguns poucos tinham acesso e só podia fazer parte da rede quem fosse convidado por outro participante. Ali o Google dava o passo necessário pra gerar escassez suficiente para tornar o Orkut, a rede social mais utilizada no país (ao menos por enquanto).

Estamos em outro momento da web. Hoje os relacionamentos e trocas de informação acontecem de maneira muito mais intensa. A estratégia utilizada naquela oportunidade teria sim algum efeito, não o mesmo. Então o Google foi além:
Um novo sistema necessita de testes. É difícil lançar uma plataforma com certo nível de complexidade, que visa atender usuários de todas as partes do mundo, sem falhas. A Microsoft mostrou isso várias vezes. O que fazer? O Google tem a resposta!

Não sei exatamente se esse foi o único método utilizado e caso alguém conheça um pouco mais sobre esse processo, ficaria feliz em receber tal informação. Mas vamos lá.

Periodicamente o Google realiza treinamentos e palestras, voltados a desenvolvedores. Em um desses encontros, realizado em São Paulo, os participantes receberam uma “Chave”, com alguns convites, para serem os primeiros a utilizarem essa plataforma de integração. Imagino que isso tenha acontecido em diversas partes do mundo.

Resultado: Na primeira semana de uso haviam convites sendo vendidos no Ebay, tamanha a escassez e desejo gerados pelo produto. Imaginem quando isso for liberado pra nós, simples mortais! Sabe aquela cena em Nova York, quando a Sony lançou o PS3? Aquela fila de pessoas esperando as lojas abrirem. Imagino isso.

Outro ponto tão ou mais importante que a estratégia de marketing: Os usuários atuais se tornaram “testers”, ou seja, acham falhas, apontam bugs, sugestionam melhorias e as falhas encontradas não pesam contra a imagem do produto, afinal, eles foram escolhidos, privilegiados em testarem o sistema.

Mais uma vez o Google dá uma aula de marketing e mostra que realmente entende essa geração.

Uma última observação, pra algum desavisado: O Google Wave é gratuito.

Por quê sua empresa realmente existe?

Posted by Jean Carlo Oliveira | Posted in Meus Artigos | Posted on 17-10-2009

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Qual a finalidade de uma empresa? No conceito acadêmico, empresa se define por qualquer organização com objetivo de obtenção de lucro.

Há alguns anos atrás, uns bons 20 anos, essa finalidade poderia direcionar todas as práticas de uma empresa, sem que comprometesse sua imagem junto ao consumidor. Aliás, sua imagem até poderia ser comprometida, mas numa análise relativa, isso era até normal. A abertura do mercado e amadurecimento do consumidor mudaram essa relação, embora muitas empresas ainda não tenham entendido esse novo conceito.

A idéia da Era do consumidor, onde ele passa a ser a peça mais importante na cadeia produtiva, ainda não é vivida em sua totalidade pelas empresas.

Há alguns anos, quando Jeff Bezos, fundador e CEO da Amazon.com, instituiu sua loja com a possibilidade dos consumidores postarem suas opiniões à respeito dos livros adquiridos, sem nenhum tipo de censura a esses comentários, uma das editoras se posicionou contrária à essa atitude:

- E se eles falarem mal dos produtos? Será nosso fim. A resposta de Bezos mostra o que considero uma excelente definição desse comportamento:

- Você está com medo porque vende produtos. Nós vendemos a satisfação total aos nossos clientes.

Já escrevi aqui, em diversas ocasiões, que a internet não tem vida própria, é apenas um reflexo do comportamento das pessoas. Como um carro veloz. O desejo de se atingir altas velocidades sempre existiu. O veículo apenas atendeu esse desejo, não o criou.

A troca de informações de consumo é apenas um reflexo do desejo das pessoas em confiarem em seus iguais, mais um sinal da falta de credibilidade de publicidade pura e simples, da empresa em função de seu objetivo primário.

Não adianta mais utilizar apenas slogans de dedicação total ao cliente.

Se você não se dedicar, alguém o fará.

Dérbi da Pipoca

Posted by Jean Carlo Oliveira | Posted in Meus Artigos | Posted on 26-09-2009

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Hoje foi dia de clássico, o maior do futebol mundial: Guarani x Ponte Preta. Como alguém já disse, “todo homem deve fazer algumas coisas na vida”:

Ter um filho

Plantar uma árvore

Escrever um livro

E assistir ao dérbi de Campinas.

Foi perfeito. Guarani 2, Ponte Preta 1. Apesar do “pé-frio” do Rodrigo, ganhamos. (essa parte foi sugerida pelo Daniel).

Mas vamos ao que interessa. Imaginem a cena: Calor de 32°; O sol, que deve ter abandonado o restante do planeta pra estacionar de frente pra arquibancada; O estádio lotado, impossibilitando qualquer deslocamento aos banheiros e bares. Resumindo: Água, nem pensar. No máximo um picolé pra refrescar.

No meio desse deserto, eis surgem alguns vendedores, passando pra lá e pra cá, vendendo imaginem o que? Pipoca.

Aquilo me dava sede só de olhar. Eu podia aceitar a idéia de beber todo o tubo de vinagre, mas em hipótese alguma comeria aquela pipoca, não naquele calor.

Um “visionário” torcedor dá um grito:

- Tio, troca essa pipoca por água que você vende tudo!

Não precisava ser nenhum pós-graduado em promoção de vendas pra chegar a tal conclusão.

Um outro perguntou a ele:

- Por que o senhor está vendendo “pipoca”, nesse calor?

A resposta, a mais inocente possível: – Pra ajudar o Guarani.

Não sei se fiquei mais feliz com o comprometimento do “tio” vendedor de pipoca, ou assustado com a falta de sensibilidade da administração.

Imaginem só, a quantidade de água vendida se os três ou quatro vendedores destinados a vender pipocas tivessem sido deslocados para venderem água. Não precisa nem dizer. Só eu tomaria ao menos uns 3 copos.

O curioso é analisar que muitas empresas fazem o mesmo. Olham para o próprio umbigo para decidir o que ofertar ao consumidor. Esse tempo já se foi, há pelo menos uns quinze anos. Não se pode mais ofertar apenas baseado nas necessidades da empresa, ou mesmo baseado em um conceito engessado, que não se adapte às sazonalidades, por mais sutis que elas sejam.

Mas enfim, o que importa é que o Guarani ganhou, Vamos subir, e os ponte-pretanos, coitados, vão dormir com a cabeça inchada.