Artigo

Me Deixem Comprar !

Quem não gosta de comprar? Sinceramente nunca conheci alguém que não gostasse, dessa prática tão capitalista. E de vendedores, você gosta? Imagine a seguinte cena: Você foi convidado pra uma grande festa. Foi ao salão de beleza, comprou aquela roupa, toda especial para a ocasião e vai comprar...

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Mais Uma do Google

Posted by Jean Carlo Oliveira | Posted in Meus Artigos | Posted on 06-11-2009

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Muita gente já ouviu falar do Google Wave, a nova ferramenta do Google.

Muita gente sabe muito pouco, é verdade, mas o buzz foi feito.

Quem não se lembra dos primórdios do Orkut? Alguns poucos tinham acesso e só podia fazer parte da rede quem fosse convidado por outro participante. Ali o Google dava o passo necessário pra gerar escassez suficiente para tornar o Orkut, a rede social mais utilizada no país (ao menos por enquanto).

Estamos em outro momento da web. Hoje os relacionamentos e trocas de informação acontecem de maneira muito mais intensa. A estratégia utilizada naquela oportunidade teria sim algum efeito, não o mesmo. Então o Google foi além:
Um novo sistema necessita de testes. É difícil lançar uma plataforma com certo nível de complexidade, que visa atender usuários de todas as partes do mundo, sem falhas. A Microsoft mostrou isso várias vezes. O que fazer? O Google tem a resposta!

Não sei exatamente se esse foi o único método utilizado e caso alguém conheça um pouco mais sobre esse processo, ficaria feliz em receber tal informação. Mas vamos lá.

Periodicamente o Google realiza treinamentos e palestras, voltados a desenvolvedores. Em um desses encontros, realizado em São Paulo, os participantes receberam uma “Chave”, com alguns convites, para serem os primeiros a utilizarem essa plataforma de integração. Imagino que isso tenha acontecido em diversas partes do mundo.

Resultado: Na primeira semana de uso haviam convites sendo vendidos no Ebay, tamanha a escassez e desejo gerados pelo produto. Imaginem quando isso for liberado pra nós, simples mortais! Sabe aquela cena em Nova York, quando a Sony lançou o PS3? Aquela fila de pessoas esperando as lojas abrirem. Imagino isso.

Outro ponto tão ou mais importante que a estratégia de marketing: Os usuários atuais se tornaram “testers”, ou seja, acham falhas, apontam bugs, sugestionam melhorias e as falhas encontradas não pesam contra a imagem do produto, afinal, eles foram escolhidos, privilegiados em testarem o sistema.

Mais uma vez o Google dá uma aula de marketing e mostra que realmente entende essa geração.

Uma última observação, pra algum desavisado: O Google Wave é gratuito.

Por quê sua empresa realmente existe?

Posted by Jean Carlo Oliveira | Posted in Meus Artigos | Posted on 17-10-2009

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Qual a finalidade de uma empresa? No conceito acadêmico, empresa se define por qualquer organização com objetivo de obtenção de lucro.

Há alguns anos atrás, uns bons 20 anos, essa finalidade poderia direcionar todas as práticas de uma empresa, sem que comprometesse sua imagem junto ao consumidor. Aliás, sua imagem até poderia ser comprometida, mas numa análise relativa, isso era até normal. A abertura do mercado e amadurecimento do consumidor mudaram essa relação, embora muitas empresas ainda não tenham entendido esse novo conceito.

A idéia da Era do consumidor, onde ele passa a ser a peça mais importante na cadeia produtiva, ainda não é vivida em sua totalidade pelas empresas.

Há alguns anos, quando Jeff Bezos, fundador e CEO da Amazon.com, instituiu sua loja com a possibilidade dos consumidores postarem suas opiniões à respeito dos livros adquiridos, sem nenhum tipo de censura a esses comentários, uma das editoras se posicionou contrária à essa atitude:

- E se eles falarem mal dos produtos? Será nosso fim. A resposta de Bezos mostra o que considero uma excelente definição desse comportamento:

- Você está com medo porque vende produtos. Nós vendemos a satisfação total aos nossos clientes.

Já escrevi aqui, em diversas ocasiões, que a internet não tem vida própria, é apenas um reflexo do comportamento das pessoas. Como um carro veloz. O desejo de se atingir altas velocidades sempre existiu. O veículo apenas atendeu esse desejo, não o criou.

A troca de informações de consumo é apenas um reflexo do desejo das pessoas em confiarem em seus iguais, mais um sinal da falta de credibilidade de publicidade pura e simples, da empresa em função de seu objetivo primário.

Não adianta mais utilizar apenas slogans de dedicação total ao cliente.

Se você não se dedicar, alguém o fará.

Marketing – Até onde vai a sua fé?

Posted by Jean Carlo Oliveira | Posted in Meus Artigos | Posted on 23-09-2009

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Num desses raros dias, onde eu posso me dedicar à TV, vi uma matéria interessante. Um biólogo explicava o comportamento dos predadores, que só caçam quando tem fome. Os animais em questão, alguns leões, haviam acabado de saciar a fome com uma zebra.

O repórter então questionou:

- Bom. Então agora quer dizer que você pode ir até lá e coletar algumas imagens pra nós?

- Veja bem (o famoso veja bem), disse o repórter. Não é bom arriscar. O comportamento deles pode ser imprevisível.

O que vemos aqui serve como alusão ao que acontece nas médias e principalmente pequenas empresas com relação ao investimento em marketing. A teoria é buscada com uma convicção quase que religiosa, porém muitos esbarram na dificuldade de assumir o risco dos investimentos no intangível, nos resultados vindos de pesquisas, planejamento, análise de cases, mas que realmente só terão resultados após a semeadura.

É uma agricultura de fé.

O acesso à informação e a planificação da economia, aumentaram vertiginosamente a oferta de produtos e serviços aos consumidores. O lado bom desse fenômeno: Novas oportunidades de negócios e novos caminhos até o consumidor, mais rápidos, acertivos e com menor custo.

Vale lembrar que o “marketing caseiro”, feito pelo mesmo profissional que cuida da contabilidade da empresa, é outro colaborador para esse medo, de se investir em divulgação, tendo em vista os modestos resultados.

Um bom exemplo acontece no marketing digital, ao designar para um profissional, normalmente de formação técnica, o planejamento, construção e mensuração de resultados do site da empresa. Seria como confiar o planejamento e execução de marketing da marca Coca-Cola (guardadas as devidas proporções), ao inventor da fórmula do produto. Definitivamente não funciona.

Marketing é coisa séria, ao menos durante as horas de trabalho. Vai levar vantagem quem tiver coragem de pentear a juba do leão. Quem se habilita?