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	<title>Marketing, Vendas     &#38; outras Bobagens &#187; consumidores</title>
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		<title>Qual é a Sua Posição?</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 02:39:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jean Carlo Oliveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O consumo e suas tendências, concretizadas nas ações dos consumidores tem, ao longo de décadas, sofrido grandes variações em função dos avanços tecnológicos e das mudanças de comportamento e difusão de informações, por eles provocados. A mente de um consumidor é o ambiente onde as decisões acontecem, não em função de benefícios, preço ou características do produto, mas da imagem que essa marca ocupa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-293" href="http://www.jeanoliveira.com.br/qual-e-a-sua-posicao/posicionamento/"><img class="size-full wp-image-293 alignnone" title="posicionamento" src="http://www.jeanoliveira.com.br/wp-content/uploads/2009/12/posicionamento.PNG" alt="posicionamento" width="299" height="320" /></a></p>
<p style="text-align: center;">O consumo e suas tendências, concretizadas nas ações dos consumidores tem, ao longo de décadas, sofrido grandes variações em função dos avanços tecnológicos e das mudanças de comportamento e difusão de informações, por eles provocados. A mente de um consumidor é o ambiente onde as decisões acontecem, não em função de benefícios, preço ou características do produto, mas da imagem que essa marca ocupa.</p>
<p style="text-align: center;">O grande desafio do marketing está em firmar e consolidar sua marca junto ao consumidor. A maneira mais racional seria investir milhões em publicidade. Sharp, Minolta, IBM e algumas outras, investiram alguns bilhões na tentativa de derrubar o posto da Xerox. No entanto quem tira cópias? Eu costumo tirar Xerox.</p>
<p style="text-align: center;">A Arisco foi vendida em 2003. Uma nova empresa foi fundada com parte do capital obtido com a negociação. A grande maioria do valor destinado para essa nova empresa foi investido em publicidade. Dormíamos e acordávamos ouvindo falar de Assolan. No entanto após alguns anos ainda compramos Bombril. As vendas da Assolan, que inicialmente demonstrava uma participação de mais de 15% em um curto espaço de tempo, em um mercado dominado há décadas pela Bombril, logo se estabilizou, e as estimativas de crescimento não se confirmaram.</p>
<p style="text-align: center;">O quê esses casos tem em comum?</p>
<p style="text-align: center;">Responda:</p>
<p style="text-align: center;">Qual a maior montanha do mundo?</p>
<p style="text-align: center;">E a segunda maior?</p>
<p style="text-align: center;">Provavelmente você não respondeu a segunda pergunta.</p>
<p style="text-align: center;">Quando falamos de montanha alta sabemos que o Everest é. E isso basta. Nossa mente não necessita do ranking completo.</p>
<p style="text-align: center;">O consumidor define suas preferências baseado em posições montadas em sua mente. Nossa mente é como uma prateleira com alguns lugares. Quando somos movidos a buscar informações internas a respeito de alguma necessidade a ser preenchida buscamos essa informação na prateleira e Bingo! Lá está aquele mesmo produto. Sempre. A vantagem de se chegar primeiro é insubstituível e tolice é tentar tomar essa posição.</p>
<p style="text-align: center;">O erro da Assolan assim como das concorrentes da Xerox foi o de querer entrar em uma briga por um posto que já tem sua posição conquistada na mente do consumidor.</p>
<p style="text-align: center;">Isso não quer dizer que não se pode enfrentar um líder de mercado. O que não se pode é querer enfrentar um posicionamento já sedimentado.</p>
<p style="text-align: center;">Um produto conquista um posicionamento não pela sua utilidade mas pelos seus atributos intangíveis e pelo vínculo criado entre essas duas coisas.</p>
<p style="text-align: center;">A Ferrari tem uma posição insubstituível na mente dos apaixonados por carros. Independente de qual seja o concorrente, a posição conquistada pela Ferrari é da Ferrari.</p>
<p style="text-align: center;">Esse espaço na prateleira de nossa mente já foi ocupado por ela e o erro é querer ocupar a mesma posição. Ainda assim existe espaço para muitas marcas de carros esportivos. Cada um deles com um posicionamento que pode, e na maioria dos casos é, variável de acordo com cada consumidor.</p>
<p style="text-align: center;">Qual sua posição junto ao seu consumidor?</p>
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		<title>Verdadeiras Necessidades</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 02:05:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jean Carlo Oliveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ontem participei de um interessante debate que se iniciou sobre alguns “pudores” no marketing, como indução, manipulação de desejos, etc., e acabou nos desejos e necessidades dos consumidores.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-284" href="http://www.jeanoliveira.com.br/verdadeiras-necessidades/piramide-da-hierarquia-das-necessidades-de-maslow/"><img class="size-full wp-image-284  aligncenter" title="piramide-da-hierarquia-das-necessidades-de-maslow" src="http://www.jeanoliveira.com.br/wp-content/uploads/2009/11/piramide-da-hierarquia-das-necessidades-de-maslow.jpg" alt="piramide-da-hierarquia-das-necessidades-de-maslow" width="339" height="202" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Ontem participei de um interessante debate que se iniciou sobre alguns “pudores” no marketing, como indução, manipulação de desejos, etc., e acabou nos desejos e necessidades dos consumidores.</p>
<p style="text-align: justify;">Pessoalmente gosto muito da teria de Maslow, e sua pirâmide hierarquizada de necessidades, onde presupõe-se que uma categoria de necessidades só se manifeste após a satisfação de outra.</p>
<p style="text-align: justify;">Sempre que falamos de marketing e motivações de compra chegamos ao ponto das necessidades. Mas o que realmente são necessidades?<br />
Se imaginarmos realmente o que um indivíduo necessita pra sua vida nos limitaríamos a alguns metros quadrados pra dormir protegido das variações climáticas, certa quantidade de comida, algumas roupas, atendimento médico e medicamentos quando necessários, água, etc.
</p>
<p style="text-align: justify;">Longe de mim em alguns minutos contradizer a teoria de Maslow, amplamente discutida e utilizada como base teórica em todo o mundo, mas gosto de partir do princípio de “necessidades” citado por outras fontes.</p>
<p style="text-align: justify;">Freud disse que “&#8230;tudo em você e em mim emana de dois motivos: a necessidade sexual e o desejo de ser grande”.</p>
<p style="text-align: justify;">William James disse: “O mais profundo princípio da natureza humana é a ânsia de ser apreciado”.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas duas definições temos uma coisa em comum: Todos os desejos do ser humano estão baseados na necessidade de aprovação e apreciação por parte dos demais membros da sociedade em que vive.</p>
<p style="text-align: justify;">O capitalismo é baseado nisso, na permissão de que esses desejos sejam satisfeitos. Literalmente o céu é o limite, já que a satisfação dessa necessidade está diretamente relacionada ao ambiente em que o indivíduo vive. Os parâmetros são retirados da própria sociedade, que define o que é necessário para alcançar a tal “apreciação” dos demais.</p>
<p style="text-align: justify;">O marketing é sim manipulador de comportamentos, e não vejo nada de errado nisso (se bem que “gostar de dinheiro”, como diversas outras palavras e expressões, também não são vistos com bons olhos em nosso país). Procure pelo significado dessa palavra no dicionário.</p>
<p style="text-align: justify;">A ética, outro parâmetro bem relativo, é que vai definir como essa ferramenta será utilizada, mas o fato é que o ser humano, seja através de minha empresa ou a do concorrente, buscará atender a esses desejos, extremamente intrínsecos e primários, quer seja de maneira consciente ou inconsciente.</p>
<p style="text-align: justify;">No final das contas muitos dos produtos ou serviços que adquirimos não nos valem pela utilidade prática que terão, mas pelo quanto acrescentarão à nossa imagem junto à comunidade em que vivemos.</p>
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		<title>Por quê sua empresa realmente existe?</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Oct 2009 20:23:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jean Carlo Oliveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Qual a finalidade de uma empresa? No conceito acadêmico, empresa se define por qualquer organização com objetivo de obtenção de lucro.

Há alguns anos atrás, uns bons 20 anos, essa finalidade poderia direcionar todas as práticas de uma empresa, sem que comprometesse sua imagem junto ao consumidor. Aliás, sua imagem até poderia ser comprometida, mas numa análise relativa, isso era até normal. A abertura do mercado e]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-258" href="http://www.jeanoliveira.com.br/por-que-sua-empresa-realmente-existe/amazon-300x300/"><img class="aligncenter size-full wp-image-258" title="amazon-300x300" src="http://www.jeanoliveira.com.br/wp-content/uploads/2009/10/amazon-300x300.jpg" alt="amazon-300x300" width="300" height="300" /></a></p>
<p>Qual a finalidade de uma empresa? No conceito acadêmico, empresa se define por qualquer organização com objetivo de obtenção de lucro.</p>
<p>Há alguns anos atrás, uns bons 20 anos, essa finalidade poderia direcionar todas as práticas de uma empresa, sem que comprometesse sua imagem junto ao consumidor. Aliás, sua imagem até poderia ser comprometida, mas numa análise relativa, isso era até normal. A abertura do mercado e amadurecimento do consumidor mudaram essa relação, embora muitas empresas ainda não tenham entendido esse novo conceito.</p>
<p>A idéia da Era do consumidor, onde ele passa a ser a peça mais importante na cadeia produtiva, ainda não é vivida em sua totalidade pelas empresas.</p>
<p>Há alguns anos, quando Jeff Bezos, fundador e CEO da Amazon.com, instituiu sua loja com a possibilidade dos consumidores postarem suas opiniões à respeito dos livros adquiridos, sem nenhum tipo de censura a esses comentários, uma das editoras se posicionou contrária à essa atitude:</p>
<p><em>- E se eles falarem mal dos produtos? Será nosso fim.</em> A resposta de Bezos mostra o que considero uma excelente definição desse comportamento<em>: </em></p>
<p><em>- Você está com medo porque vende produtos. Nós vendemos a satisfação total aos nossos clientes.</em></p>
<p>Já escrevi aqui, em diversas ocasiões, que a internet não tem vida própria, é apenas um reflexo do comportamento das pessoas. Como um carro veloz. O desejo de se atingir altas velocidades sempre existiu. O veículo apenas atendeu esse desejo, não o criou.</p>
<p>A troca de informações de consumo é apenas um reflexo do desejo das pessoas em confiarem em seus iguais, mais um sinal da falta de credibilidade de publicidade pura e simples, da empresa em função de seu objetivo primário.</p>
<p>Não adianta mais utilizar apenas slogans de dedicação total ao cliente.</p>
<p>Se você não se dedicar, alguém o fará.</p>
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		<title>Dérbi da Pipoca</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Sep 2009 23:53:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jean Carlo Oliveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje foi dia de clássico, o maior do futebol mundial: Guarani x Ponte Preta. Como alguém já disse, “todo homem deve fazer algumas coisas na vida”:]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-251" href="http://www.jeanoliveira.com.br/derbi-da-pipoca/pipoca/"><img class="aligncenter size-full wp-image-251" title="pipoca" src="http://www.jeanoliveira.com.br/wp-content/uploads/2009/09/pipoca.jpg" alt="pipoca" width="324" height="306" /></a></p>
<p>Hoje foi dia de clássico, o maior do futebol mundial: <strong>Guarani x Ponte Preta</strong>. Como alguém já disse, “todo homem deve fazer algumas coisas na vida”:</p>
<p>Ter um filho</p>
<p>Plantar uma árvore</p>
<p>Escrever um livro</p>
<p>E assistir ao dérbi de Campinas.</p>
<p>Foi perfeito. Guarani 2, Ponte Preta 1. Apesar do “pé-frio” do Rodrigo, ganhamos. (essa parte foi sugerida pelo Daniel).</p>
<p>Mas vamos ao que interessa. Imaginem a cena: Calor de 32°; O sol, que deve ter abandonado o restante do planeta pra estacionar de frente pra arquibancada; O estádio lotado, impossibilitando qualquer deslocamento aos banheiros e bares. Resumindo: Água, nem pensar. No máximo um picolé pra refrescar.</p>
<p>No meio desse deserto, eis surgem alguns <strong>vendedores</strong>, passando pra lá e pra cá, vendendo imaginem o que?  Pipoca.</p>
<p>Aquilo me dava sede só de olhar. Eu podia aceitar a idéia de beber todo o tubo de vinagre, mas em hipótese alguma comeria aquela pipoca, não naquele calor.</p>
<p>Um “visionário” torcedor dá um grito:</p>
<p>- Tio, troca essa pipoca por água que você vende tudo!</p>
<p>Não precisava ser nenhum pós-graduado em <strong>promoção de vendas</strong> pra chegar a tal conclusão.</p>
<p>Um outro perguntou a ele:</p>
<p>- Por que o senhor está vendendo “pipoca”, nesse calor?</p>
<p>A resposta, a mais inocente possível: &#8211; Pra ajudar o Guarani.</p>
<p>Não sei se fiquei mais feliz com o comprometimento do “tio” <strong>vendedor </strong>de pipoca, ou assustado com a falta de sensibilidade da <strong>administração.</strong></p>
<p>Imaginem só, a quantidade de água vendida se os três ou quatro <strong>vendedores</strong> destinados a vender pipocas tivessem sido deslocados para venderem água. Não precisa nem dizer. Só eu tomaria ao menos uns 3 copos.</p>
<p>O curioso é analisar que muitas <strong>empresas</strong> fazem o mesmo. Olham para o próprio umbigo para decidir o que ofertar ao <strong>consumidor</strong>. Esse tempo já se foi, há pelo menos uns quinze anos. Não se pode mais ofertar apenas baseado nas necessidades da <strong>empresa</strong>, ou mesmo baseado em um conceito engessado, que não se adapte às sazonalidades, por mais sutis que elas sejam.</p>
<p>Mas enfim, o que importa é que o Guarani ganhou, Vamos subir, e os ponte-pretanos, coitados, vão dormir com a cabeça inchada.</p>
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		<title>Marketing – Até onde vai a sua fé?</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Sep 2009 12:54:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jean Carlo Oliveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Num desses raros dias, onde eu posso me dedicar à TV, vi uma matéria interessante. Um biólogo explicava o comportamento dos predadores, que só caçam quando tem fome. Os animais em questão, alguns leões, haviam acabado de saciar a fome com uma zebra.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-243" href="http://www.jeanoliveira.com.br/marketing-ate-onde-vai-a-sua-fe/domador/"><br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-243" title="domador" src="http://www.jeanoliveira.com.br/wp-content/uploads/2009/09/domador.jpg" alt="domador" width="241" height="320" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Num desses raros dias, onde eu posso me dedicar à TV, vi uma matéria interessante. Um biólogo explicava o comportamento dos predadores, que só caçam quando tem fome. Os animais em questão, alguns leões, haviam acabado de saciar a fome com uma zebra.</p>
<p style="text-align: justify;">O repórter então questionou:</p>
<p style="text-align: justify;">- Bom. Então agora quer dizer que você pode ir até lá e coletar algumas imagens pra nós?</p>
<p style="text-align: justify;">- Veja bem (o famoso veja bem), disse o repórter. Não é bom arriscar. O comportamento deles pode ser imprevisível.</p>
<p style="text-align: justify;">O que vemos aqui serve como alusão ao que acontece nas médias e principalmente pequenas empresas com relação ao investimento em <strong>marketing</strong>. A teoria é buscada com uma convicção quase que religiosa, porém muitos esbarram na dificuldade de assumir o risco dos investimentos no intangível, nos resultados vindos de pesquisas, <strong>planejamento</strong>, análise de cases, mas que realmente só terão resultados após a semeadura.</p>
<p style="text-align: justify;">É uma agricultura de fé.</p>
<p style="text-align: justify;">O acesso à informação e a planificação da economia, aumentaram vertiginosamente a oferta de produtos e serviços aos consumidores. O lado bom desse fenômeno: Novas oportunidades de negócios e novos caminhos até o consumidor, mais rápidos, acertivos e com menor custo.</p>
<p style="text-align: justify;">Vale lembrar que o “<strong>marketing caseiro</strong>”, feito pelo mesmo profissional que cuida da contabilidade da empresa, é outro colaborador para esse medo, de se investir em divulgação, tendo em vista os modestos resultados.</p>
<p style="text-align: justify;">Um bom exemplo acontece no <strong>marketing digital</strong>, ao designar para um profissional, normalmente de formação técnica, o planejamento, construção e mensuração de resultados do site da empresa. Seria como confiar o planejamento e execução de <strong>marketing</strong> da marca Coca-Cola (guardadas as devidas proporções), ao inventor da fórmula do produto. Definitivamente não funciona.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Marketing</strong> é coisa séria, ao menos durante as horas de trabalho.  Vai levar vantagem quem tiver coragem de pentear a juba do leão. Quem se habilita?</p>
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		<title>A Promoção de Vendas na Internet</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Sep 2009 17:47:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jean Carlo Oliveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como grande parte das ferramentas de marketing, a promoção de vendas ainda não está “madura”, na internet. Com raras exceções. O que vemos são tentativas de se promover um produto ou marca sem a devida consistência com o cenário social, concorrência, demanda e divulgação. Segundo definição de Alcino Ricoy Júnior, “A promoção de vendas diferencia-se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-230" href="http://www.jeanoliveira.com.br/a-promocao-de-vendas-na-internet/barcelona/"><img class="aligncenter size-full wp-image-230" title="barcelona" src="http://www.jeanoliveira.com.br/wp-content/uploads/2009/09/barcelona.jpg" alt="barcelona" width="378" height="231" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Como grande parte das ferramentas de <strong>marketing</strong>, a <strong>promoção de vendas</strong> ainda não está “madura”, na <strong>internet</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Com raras exceções. O que vemos são tentativas de se promover um produto ou marca sem a devida consistência com o cenário social, concorrência, demanda e divulgação.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo definição de <strong>Alcino <em>Ricoy Júnior</em>,</strong> <em>“<strong>A promoção de vendas</strong> diferencia-se das vendas pessoais e, portanto, do vendedor, por se tratar de uma técnica para favorecer as vendas em massa e que objetiva o preparo sistemático para a venda em grande escala, a qual será decorrente de um planejamento de suas ações com as vendas, em estreita ligação com o campo da comunicação”</em>, ou seja a <strong>promoção</strong> não pode ser considerada como com um fim em si mesmo, dependendo da interligação e consideração de fatores internos, de ordem administrativa, além dos fatores externos, já mencionados.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo Kotler, a <strong>promoção de vendas</strong> tem como “qualidade fundamental” a geração de um elemento de persuasão muito importante nas decisões de compra: <strong>A escassez</strong>, sobre o qual discorreremos em ocasião oportuna.</p>
<p style="text-align: justify;">Muito mais que o interesse no produto, a sensação de oportunidade única, gerada pela escassez, move o consumidor a agir, para não ter cerceado seu direito de escolha.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Esse ítem persuasivo acaba por atrair, em grande parte, consumidores motivados pela economia gerada, porém é necessário considerarmos a baixa lealdade, característica desse perfil de consumidor.</p>
<p style="text-align: justify;">Pesquisas são essenciais para o sucesso de uma campanha. Várias ferramentas estão disponíveis para coleta de dados, mensuração e estimativas, de maneira nunca imaginada antes do advento da <strong>internet</strong>, mas a grande dificuldade ainda se concentra na falta de conhecimento e de capacitação de profissionais para utilização desses dados que, sem análise, valem tanto quanto pensamento positivo para aumentar as vendas.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda com relação aos fatores externos, é necessário se atentar para o ambiente. No ambiente on-line o tempo passa de maneira diferente. Num mundo feito de cliques, o mesmo tempo que gera vantagem competitiva sobre os meios tradicionais também será figura de acusação para ações fora do contexto social, que se altera muito rapidamente. O usuário recebe informação de maneira rápida e espera que você esteja preparado para responder na mesma velocidade.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Um exemplo de ação bem planejada foi realizado pela <strong>NetShoes</strong>, líder em venda de material esportivo pela internet.</p>
<p style="text-align: justify;">No último dia 27 de maio, <strong><em>Barcelona</em></strong> e <strong><em>Manchester United</em></strong> disputavam a final da “<strong>Champions League”</strong>, torneio de maior importância para o futebol europeu.</p>
<p style="text-align: justify;">Apenas algumas horas depois, ao acessar o site da Netshoes o visitante era recebido com o que podemos chamar de “uma festa” ao então campeão Barcelona, promovendo toda a linha de produtos relacionadas à ele.</p>
<p style="text-align: justify;">É importante atentar-nos para todos os fatores envolvidos na promoção:</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> Cenário Social</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Quantos brasileiros torcem pro Barcelona? Imagino que em número infinitamente inferior ao número de brasileiros que torcem pra seleção brasileira. Até meu Guarani tem mais torcedores que o Barcelona (aqui no Brasil). Então porque não promover os ítens da seleção Brasileira.</p>
<p style="text-align: justify;">A internet tem o poder de realizar desejos de maneira imediata. No caso, quantas pessoas, logo após o jogo, seriam bombardeadas com a informação do título do Barcelona, despertando desejo de consumo <strong>da imagem</strong> de “Campeão”?</p>
<p style="text-align: justify;">Isso é analisar o cenário, e não cair na armadilha da utopia de marketing, presente em algumas empresas.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> Divulgação</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A NetShoes é um case do Google e utiliza muito bem o poder desse gigante, gerador de tráfego. Nesse ponto a empresa não tinha grandes problemas. O fato é que na maioria dos casos as empresas, principalmente as pequenas e médias, subestimam a necessidade de ações planejadas de modo a garantir o tráfego ao site ficando apenas com o ônus da <strong>promoção</strong>, concentrada no custo de planejamento e execução, mas com pouca visibilidade.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> Tempo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O jogo se encerrou em torno das 17hs. Você imagina que a empresa iniciou a campanha após o final da partida?</p>
<p style="text-align: justify;">Acho que não.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Imagino a cena: A campanha planejada alguns dias antes. As duas peças promocionais prontas, para os dois times, até então ninguém sabia o resultado da partida. O departamento de execução com os olhos fitos na tela. Ao apito final do árbitro a equipe entra em  ação. Pronto. Temos uma ação de sucesso.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitas pessoas só receberam a notícia da vitória do Barcelona nos telejornais noturnos, mas à essa hora, a NetShoes já devia ter vendido algumas dezenas de camisas do time campeão.</p>
<p style="text-align: justify;">Nenhum dos conceitos é novo e nenhum deles dispensável para uma ação promocional, seja ela na web ou no modelo tradicional. O consumidor é o mesmo, com os mesmos desejos. Apenas com sob novas bandeiras e principalmente formas de comunicação, mas ainda ansioso pela satisfação de seus desejos.</p>
<p style="text-align: justify;">Cabe às empresas estudarem esse consumidor no ambiente online e se adequarem. Afinal, o ambiente é dele.</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Starbucks &#8211; Um laboratório de Marketing</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Sep 2009 11:19:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jean Carlo Oliveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pessoal, colaboração enviada por um grande amigo. * Por André Staffocker Eu diria que grande parte da população mundial já ouviu falar nessa rede de cafeterias tão famosa pelo mundo. Agora quem já ouviu falar em 15th. Coffee &#38; Tea?? Pois é, por incrível que pareça, hoje, as duas são comandadas pelo mesmo grupo. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-219" href="http://www.jeanoliveira.com.br/starbucks-um-laboratorio-de-marketing/15s/"><img class="aligncenter size-full wp-image-219" title="15S" src="http://www.jeanoliveira.com.br/wp-content/uploads/2009/09/15S.jpg" alt="15S" width="400" height="417" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Pessoal, colaboração enviada por um grande amigo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">* Por André Staffocke</span><span style="color: #888888;">r</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Eu diria que grande parte da população mundial já ouviu falar nessa rede de cafeterias tão famosa pelo mundo. Agora quem já ouviu falar em </span><strong><em><span style="color: #888888;">15th. Coffee &amp; Tea??</span></em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Pois é, por incrível que pareça, hoje, as duas são comandadas pelo mesmo grupo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">A 15th. Coffee &amp; Tea foi criada a partir de um desafio que o fundador da Starbucks fez aos seus executivos com a seguinte pergunta:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="color: #888888;">“Se vocês tivessem que competir com a Starbucks, que tipo de loja montariam?”. </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">O resultado apareceu como um novo conceito de cafeteria.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">A Starbucks tem seus diferenciais, como servir seu café em copos de papelão, vários misturadores de café com gelo em cima dos balcões, que fazem da rede Starbucks uma grande corporação atrelada à valores de lojinha de esquina.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Em 24 de Julho surgiu a nova loja </span><strong><span style="color: #888888;">15th. Coffee &amp; Tea</span></strong><span style="color: #888888;">, em Seattle, cidade que foi o berço da Starbucks. Com um estilo totalmente peculiar, só se utilizam xícaras de louça, com os mais curiosos tipos de grãos de café, torrados e moídos na hora do pedido do cliente, além de disponibilizar um ambiente totalmente agradável e cultural, oferecendo apresentações de saraus literários e shows musicais ao vivo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Na primeira visita feita pelo fundador da Starbucks à nova loja 15th. Coffee &amp; Tea, ele anunciou a abertura de mais duas filiais na mesma cidade diante de tal empolgação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Diante de uma crise global as dificuldades aparecem e provocam incertezas e uma serie de desafios a serem superados pelas grandes marcas. Por outro lado, diante dessa mesma crise, existe um mar de oportunidades que estão disponíveis para quem estiver preparado para identificá-las, assim como o caso da 15th. Coffee &amp; Tea.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Com a nova marca, a rede de lojas Starbucks realiza um movimento chamado de </span><em><span style="color: #888888;">trading-up</span></em><span style="color: #888888;">, ou seja, subir na escala de sofisticação e preço como forma de transferência de valor aos produtos mais baratos, assim como fez a gigante Toyota quando lançou o Lexus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Mesmo com toda essa iniciativa maravilhosa e revolucionária no conceito de cafeteria, feita pela Starbucks, ela também pode ter alguns problemas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">O conceito de cafeteria requintada e cultural com ar artesanal não se aplica ao estilo de loja que o público da Starbucks está acostumado a freqüentar. Outro detalhe fundamental é que esse conceito não poderá ser aplicado em grande escala, tendo em vista que Starbucks não está perdendo seus clientes para pequenas cafeterias, mas para os grandes Fast Foods.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Ainda assim isso pode servir de laboratório para o Sr. Howard Schultz aplicarem suas idéias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"> </span></p>
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		<title>Fofocas de Consumo II</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Sep 2009 04:52:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jean Carlo Oliveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No último artigo, falei um pouco sobre o potencial de uma insatisfação. Como disse, sempre me deparei com o boca a boca como sendo a melhor propaganda para um produto, marca ou empresa. O problema sempre esteve no potencial dessa ferramenta quanto à sua escala de influência. Há algum tempo, uns 4 meses, decidi trocar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"> <a href="http://www.jeanoliveira.com.br/fofoca2"><img class="alignleft size-full wp-image-181" title="fofoca" src="http://www.jeanoliveira.com.br/wp-content/uploads/2009/09/fofoca3.jpg" alt="fofoca" width="242" height="242" /></a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"> No último artigo, falei um pouco sobre o potencial de uma insatisfação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"> Como disse, sempre me deparei com o boca a boca como sendo a melhor <strong>propaganda</strong> para um produto, <strong>marca</strong> ou <strong>empresa</strong>. O problema sempre esteve no potencial dessa ferramenta quanto à sua escala de influência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"> Há algum tempo, uns 4 meses, decidi trocar de carro. Comecei a visitar várias lojas para analisar as opções (em momentos como esse, consigo entender a fascinação de minha esposa pelo shopping). Depois de reduzir minhas escolhas (na verdade as escolhas dela) há algumas poucas, fui para a internet pesquisar informações à respeito desses modelos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"> Descobri que um dos modelos consumia muito combustível, embora o motor fosse bem potente. Também achei algumas referências de falhas em um dos componentes do motor. Essa informação se repetia em vários fóruns de discussão sem que ninguém apresentasse opinião contrária.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"> Resultado:  Modelo descartado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"> O modelo que mais me atraía também apresentava alguns comentários negativos:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"> Assistência técnica: Muitas pessoas reclamavam dos altos valores da assistência técnica autorizada. Percebi que alguns proprietários colocavam a posição da montadora como “exploradora” de seus consumidores, com relação aos preços de peças de reposição.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"> Um outro ponto muito criticado foi a garantia. Muitas ocorrências relatavam problemas quando os consumidores recorriam à garantia dos veículos zero Km.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"> Também descobri que o veículo apresentava graves problemas nos modelos com transmissão automática. Esse problema se agravava em concomitância com a garantia da montadora.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"> Por outro lado descobri que o carro era maravilhoso. Não levando em conta a manutenção na rede autorizada e o tal câmbio automático, os usuários eram só elogios pra o modelo. Conforto, economia e custo benefício.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"> Resumindo, como eu queria um carro com câmbio manual e não se tratava de um zero km, sem problemas. Baseado nessa pesquisa, comprei o tal modelo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"> O que chama atenção é o que eu não vi: Todos esses resultados, essas informações e opiniões, pareciam feitas à revelia do maior interessado, no caso, a montadora, proprietária do veículo em “julgamento”. Em nenhum momento encontrei seu envolvimento nesse processo de formação de opinião à respeito de seu produto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"> Atualmente, 80% das pessoas utilizam a internet como fonte de referência antes de comprar um automóvel, ou seja, um <strong>mercado</strong> aquecido como o de automóveis tem a internet como um dos fatores na decisão de compra de 80% do público. Mas onde estão as maiores interessadas nisso, as montadoras?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"> Parece incrível, mas nas pesquisas realizadas para os termos CARRO, CARROS, AUTOMOVEL e AUTOMOVEIS, o mais perto que essas <strong>empresas </strong>se aproximam é, de uma única impressão, de uma das <strong>empresas</strong>, com um único anúncio em links patrocinados (resultado pago) para um dos termos citados (1º página de resultados).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"> O boca a boca acontece e influencia nas decisões de <strong>compra</strong>. Durante esse processo um consumidor me chamou a atenção. Ele era um dos que estavam com problemas no tal câmbio automático. Encontrei sua reclamação em diversos sites e fóruns. Virou um verdadeiro promotor de acusação. Apresentava um prejuízo de R$ 7.500,00 com seu veículo, cuja <strong>empresa</strong> se recusava a assumir.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"> O ponto em questão não é simplesmente atender a solicitação de um consumidor, nem sei se ele tem razão em sua reclamação, mas sim, monitorar e trabalhar essas insatisfações de modo que não se tornem maiores que todo o trabalho de construção de <strong>marca</strong> realizado pela <strong>empresa</strong>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"> Uma coisa é certa: Adorei o carro, mas nunca compraria um modelo automático. Não que eu não goste desse tipo de câmbio, mas passei a não confiar no câmbio automático dessa <strong>marca </strong>específica. Não confio porque outro consumidor, igual a mim, relatou problemas, e não achei ninguém que mostrasse o contrário.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"> O poder de influência de um consumidor é algo surpreendente. <strong><em>As pessoas buscam aprovação em suas ações e normalmente, buscam descobrir o que é certo e errado, com base na opinião da coletividade. </em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"> A falta de controle sobre as <strong>mídias sociais</strong> é como um furo no “casco” da companhia. O departamento de <strong>marketing</strong> trabalha com afinco e muita verba, para construir uma <strong>marca</strong> e conceitos sólidos ao redor dela, mas do outro lado os próprios consumidores, em paralelo, constroem uma imagem dessa <strong>marca</strong>, muitas vezes dissonante dos objetivos da empresa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"> As agências sabem que aliar aos automóveis, a imagem de pessoas com as quais nos identificamos, funciona. <strong>- <em>Elas nos vendem a idéia de que podemos comprar o que queremos ser -</em></strong>. Por outro lado a <strong>internet</strong></span> nos dá a possibilidade de consultar outros com os quais nos identificamos. Pessoas que vão além do sorriso frio dos comerciais de tv. Pessoas que falam e expressam suas satisfações e insatisfações espontaneamente, sem ganharem nada por isso. E isso gera Credibilidade em suas versões sobre os temas em questão.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"> Outro ponto importante é identificar que um consumidor não reclama à toa. Muito pelo contrário. Ninguém gosta de apresentar problemas em suas escolhas.  A última coisa que queremos é dizer em público: </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"> “Eu sou uma anta. Fiz uma escolha errada”. Soa quase como orgulho, mas é isso mesmo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"> Quando um consumidor abre a boca à ponto de gritar pra todos, sobre os problemas decorrentes de sua escolha, as empresas deveriam no mínimo ouví-lo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"> O comércio social está instalado, não de agora, ele sempre existiu, a internet apenas potencializou seus efeitos. A escolha não está em acreditar ou não, não se trata de uma tendência mas de um comportamento existente desde adão e eva.<br />
</span>
</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"> O boca a boca funciona, e agora em grande escala. O que falta é alguém avisar as <strong>empresas</strong>.</span></p>
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		<title>Fofocas de Consumo</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Sep 2009 12:55:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jean Carlo Oliveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando estudamos a ciência do processo de vendas descobrimos que como a água que congela no freezer, tem uma explicação científica, extremamente complexa, assim também acontece nos processos de vendas. Essa análise e estudo expandem o processo de compra e venda em várias etapas, dentre elas, a fase das objeções, uma das mais delicadas para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.jeanoliveira.com.br/fofoca"><img class="alignleft size-full wp-image-167" title="fofoca" src="http://www.jeanoliveira.com.br/wp-content/uploads/2009/09/fofoca.jpg" alt="fofoca" width="242" height="242" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Quando estudamos a ciência do processo de <strong>vendas </strong>descobrimos que como a água que congela no freezer, tem uma explicação científica, extremamente complexa, assim também acontece nos processos de <strong>vendas</strong>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Essa análise e estudo expandem o processo de compra e <strong>venda</strong> em várias etapas, dentre elas, a fase das objeções, uma das mais delicadas para os profissionais de <strong>vendas</strong>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Não é preciso ser um PHD em comportamento humano pra saber que em uma relação onde alguém quer, através de uma troca, obter o dinheiro de outra pessoa, haveriam objeções. Mas o fato é que isso é tema de estudos, apesar de todos praticarem isso intuitivamente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Experimentei na pele, em doses cavalares, a utilização desses argumentos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Trabalhei com <strong>venda</strong> de anúncios publicitários para listas telefônicas. Tudo colaborava. Trabalhávamos com a implementação do produto, ou seja, o produto ainda era desconhecido dos clientes. Tudo colaborava.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Tínhamos como principal concorrente o líder nacional do segmento, em sua 3º maior praça de atuação, em uma das regiões mais castigadas por “golpes” aplicados nesse segmento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">O cliente comprava, começava a pagar para, só depois de alguns meses, verificar o resultado de seu investimento. O cenário era, no mínimo, “extremamente desanimador”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Entre tantos imprevistos e experiências que a <strong>venda</strong> direta proporciona, grande parte das coisas que mais me chamavam a atenção se concentravam nas objeções.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Algumas delas (realmente, só algumas) eram reais. A grande maioria eram descaradamente, às vezes hilariamente, falsas. Como já era de se esperar, também existe um estudo que valida estatísticamente essa conclusão. Estudos mostram que 80% das objeções apresentadas pelos compradores em <strong>vendas</strong> diretas são falsas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Ás vezes eu me divertia apenas em “pegar” o cliente em uma de suas fábulas criadas ao acaso para justificar a não <strong>compra</strong>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Dentre todas, uma se destacava e essa era real:<br />
</span>
</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">- Sabe o quê é&#8230;.  o quê funciona mesmo é o boca-a-boca!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">- Então por quê você não fecha esse ponto comercial, que deve custar uma fortuna, e atende em casa? Afinal, o boca-a-boca vai lhe gerar demanda !  (Essa seria minha resposta intuitiva, porém, nesses casos, sempre utilizei a racional).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Esse era o argumento. Nunca discordei da eficiência dessa “propaganda” como sendo muito eficaz pelo simples fato de acontecer de maneira isenta, como uma recomendação com certo grau de credibilidade. O problema sempre foi como conseguir isso em escala, à ponto de focar os esforços de <strong>marketing</strong> nessa direção. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Como fazer com que meu cliente satisfeito tenha essa satisfação assistida e compartilhada com um maior número de pessoas, em volume suficiente a afetar de modo relevante meu volume de negócios.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Ao longo do tempo, empresas de todos os segmentos que, de alguma maneira tiveram seus departamentos de <strong>marketing</strong> minimamente estruturados, sempre valorizaram esses depoimentos, seja pela indicação direta ou como ferramenta usada em campanhas publicitárias, com a exposição do “cliente feliz”. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Há mais de um século, Richard Sears já aplicava essa técnica através do incentivo aos próprios clientes em distribuírem seus catálogos à familiares e amigos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">O poder do boca-a-boca é de conhecimento geral. O problema sempre esteve concentrado na escala e no controle dessas “fofocas” que geram consumo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">As grandes empresas “gastam” rios de dinheiro na forma de publicidade. Pagam para obter espaços em mídias de massa com o intuito de falarem bem de si mesmas. E o lado ruim? Quem trabalha isso? Ou será que alguém tem a pretensão de ser infalível? Ou pior, espera que essas falhas passem despercebidas pelos consumidores.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000080;">As Imperfeições humanizam as <strong>marcas</strong>. <span style="color: #808080;">Gravem isso.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Esse <strong>boca-a-boca</strong> negativo ou o “falar mal” de sua <strong>empresa</strong> deve ser monitorado por uma razão muito simples e perturbadora: É a melhor maneira de gerar Buzz para sua <strong>marca</strong>. Como?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Existe uma regra que diz o seguinte: Um <strong>consumidor</strong> satisfeito divulga essa satisfação para quatro pessoas. O insatisfeito, faz o mesmo para 17 pessoas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Imagine o caso de um <strong>consumidor</strong> que esteja na faixa extrema; está insatisfeito e, dentro de seu potencial de influência, espalhou sua insatisfação em certo raio de ação, à ponto de incomodar. Conhece a estória de fazer uma limonada do limão?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">A primeira reação de um gerente de <strong>marketing</strong> poderia ser a de acender algumas velas e esperar que tudo acabe logo. Depois, buscar uma verba adicional para falar bem de seu produto no intuito de enterrar as más impressões deixadas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Uma segunda possibilidade seria a de a empresa entrar em contato com o <strong>consumidor</strong> tentando resolver o problema, não para realmente resolver o problema, mas para “calar” a fonte de publicidade negativa. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">O problema maior para a empresa não se concentra na razão da insatisfação, mas em seu potencial de contaminação através da rede de relacionamentos desse <strong>consumidor.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Lembra da limonada? Vamos analisar a situação com visão técnica:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Temos diante de nós uma mídia ambulante. Ela consome, avalia e divulga. Seu poder de influência vai além de uma simples fofoca. Ela consegue, guardadas as devidas proporções, influenciar a percepção de minha <strong>marca</strong> no mercado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Será que esse <strong>consumidor</strong> é um chato? Tem prazer em destruir <strong>marcas</strong> e empresas? Não (ao menos não é a regra).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">O motivo que levou o cliente a ficar insatisfeito foi apenas uma relação comercial insatisfatória, mas o real problema para empresa não está no objeto dessa ação, mas no transmissor, no caso, o cliente e seu perfil disseminador (na verdade todos são, variando apenas o poder de influência).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Imagine se, enquanto espalha toda essa notícia negativa, esse <strong>consumidor </strong>fosse ouvido. De maneira pessoal, suas insatisfações fossem coletadas, analisadas e, se possível, resolvidas? Se ele fosse colocado em posição de importância pela empresa; O quê será que aconteceria? </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Arrisco dizer que, na maior parte dos casos, ganhariam um admirador de sua <strong>marca</strong>, até alguns advogados de <strong>marca</strong>. Não pelo produto ou suas falhas, as falhas humanizam o produto, mas sim pela maneira como esse cliente foi tratado. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Nenhum cliente espera nunca ter problemas, mas espera sim, ser atendido na solução desses.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Todo esse texto pode parecer utópico quando alinhado com o potencial desse consumidor como “mídia”. Dezessete pessoas realmente, em muitos casos, parecem insuficientes à ponto de estimular as empresas à uma mudança de comportamento no tratamento às insatisfações de seus clientes; Mas e se esse potencial fosse exponencialmente aumentado?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Se esse consumidor conseguisse influenciar, não 17 pessoas, mas 17 mil pessoas;  Seria interessante?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Vamos falar à respeito disso num próximo artigo.</span></p>
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