Artigo

Pamonhas e Spam

Quem gosta de pamonha? Sabe aquelas coisas das quais a gente não gosta, apesar de nunca ter provado? Pra mim, pamonha é uma dessas coisas.

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O Queijo do Marketing

Posted by Jean Carlo Oliveira | Posted in Vídeos | Posted on 29-08-2009

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Pensem rápido: Quantas pizzas vocês conhecem que não tenham queijo entre os ingredientes?

Impossível pensar em pizza sem falar em queijo. Pois Bem. Esse site , entre outras bobagens, fala de marketing. E como não poderia faltar, aí vai um vídeo do queijo, digo, do pai do marketing.

Com vocês, Philip Kotler.



Quando vão me ouvir?

Posted by Jean Carlo Oliveira | Posted in Meus Artigos | Posted on 29-08-2009

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Sexta feira.

Engraçado que a felicidade vem em função da véspera de sábado, e não propriamente do dia de sexta.

Normalmente meu sábado já está vendido: Clara, Bel e Guarani (não obrigatoriamente nessa ordem), porém o caso que vou relatar aconteceu exatamente assim.

Como de costume, tenho algumas pendências para com minha filha, pendências essas que tento sanar nas poucas horas que essa vida maluca me permite dedicá-las as coisas que mais gosto.

Pois bem. Acordo cedo, coloco a Clara no carro e partimos para realizar mais uma de suas vontades. Não preciso andar muito para localizar um grande auto-center.

Ao chegar, sou recebido com muita simpatia, por uma simpática atendente, que me recebe ainda na saída de meu carro:

– Bom dia, em que posso ajudá-lo?

– Preciso falar com o pessoal que cuida da troca de pneus;

– “Esses pneus são aro 15”, afirmou ela com um ar de especialista. Balancei a cabeça concordando com ela, e ainda que não fosse, a convicção dela era tão grande que eu não me atreveria a discordar. PRONTO, ali começava uma experiência que, quase sadicamente, aceitei levar adiante.

Imediatamente ela me perguntou quando foi que eu havia trocado os pneus pela última vez.

– Não troquei, respondi. – O carro já veio com esses pneus.

Recebi um belo elogio, por procurar por novos pneus estando os meus ainda “meia-vida”, como ela os classificou.

– Pode me emprestar a chave? Fiz uma cara de espanto, e ela explicou que precisava colocar o carro no elevador, pra verificar a suspensão. Me levou pra uma sala aconchegante e me mostrou todos os modelos de pneus disponíveis, custos, formas de pagamento.

Nesse momento, já me dividia entre a vendedora e a Clara, derrubando o mostruário de amortecedores, num canto da sala.

Logo chega o orçamento da suspensão. O documento apresentado parecia um extrato bancário, tamanha a quantidade de itens e valores. A quantidade de defeitos e falhas na “estrutura do veículo” como eles me disseram, me pôs a pensar em como eu tinha conseguido chegar até ali com ele.

– E aí, como o Sr. quer fazer?

– O que?, perguntei .

– O pagamento. Como o Sr. vamos realizar uma grande quantidade de serviços, podemos parcelar em 10 vezes.

– Mas não vou fazer esses serviços!

– Bom, disse ela em tom conciliador, posso ver com o meu gerente o que podemos fazer pra facilitar o pagamento dos pneus. Como seria bom pro senhor?

– Não vou trocar os pneus do meu carro!

– Porquê? É pelo preço? Podemos ver outros modelos e…

– Não vou trocar nada. Não estou interessado em serviços pro meu carro.

– Como assim?

- Assim. Não quero nada pro meu carro. Não estou precisando (se bem que, depois de ver aquele orçamento, já não estava tão convicto disso).

- Mas o Sr. me disse que queria trocar os pneus do carro!

– Nada disso. Disse que queria falar com o pessoal da área de pneus.

- E pra quê você queria isso? perguntou ela já impaciente. Naquela altura da conversa, o “Sr” já tinha desaparecido, juntamente com aquela cortesia comoditizada.

- Sabe o que é, preciso fazer um balanço pra minha filha e queria ver se poderiam me dar um pneu usado.

No final daquele dia, a Clara estava balançando na varanda de casa e eu, fui pro campo, assistir o Guarani, morrendo de medo do carro se desmanchar no caminho.

Saudosista sim, bezerro não

Posted by Jean Carlo Oliveira | Posted in Meus Artigos | Posted on 29-08-2009

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“Certo dia, um bezerro precisou atravessar uma floresta virgem, para voltar a seu pasto. Sendo um animal irracional, abriu uma trilha tortuosa, cheia de curvas, subindo e descendo colinas.

No dia seguinte, um cão que passava por ali usou essa mesma trilha torta para atravessar a floresta. Depois foi a vez de um carneiro, líder de um rebanho, que fez seus companheiros seguirem pela trilha torta.

Mais tarde, os homens começaram a usar esse caminho: entravam e saíam, viravam a direita, à esquerda, abaixando-se, desviando-se de obstáculos, reclamando e praguejando até com um pouco de razão, mas não faziam nada para mudar a trilha.

Depois de tanto uso, esta acabou virando uma estradinha onde os pobres animais se cansavam sob cargas pesadas, sendo obrigados a percorrer em três horas uma distância que poderia ser vencida em, no máximo, uma hora, caso a trilha não tivesse sido aberta por um bezerro.

Muitos anos se passaram e a estradinha tornou-se a rua principal de um vilarejo e, posteriormente, a avenida principal de uma cidade.

Logo, a avenida transformou-se no centro de uma grande metrópole, e por ela passaram a transitar diariamente milhares de pessoas, seguindo a mesma trilha torta feita pelo bezerro centenas de anos antes, e a velha e sábia floresta ria daquelas pessoas que percorriam aquela trilha, como se fosse um caminho único, sem se atrever a mudá-lo.”

Uma coisa é certa: Seu eu pudesse me mudaria lá pras terras desse bezerro. Ou melhor, viveria nos tempos em que essa tal trilha foi aberta, há muitos anos, quando as coisas eram mais simples. Antes de qualquer coisa é bom frisar que eu odeio a internet. Assim como odeio várias outras coisas, frutos da tecnologia e modernidade, sentimento esse, originado de meu saudosismo inveterado.

O fato é que essas coisas estão aí, independente de minha vontade ou localização geográfica, seja trabalhando com marketing digital ou na terra do bezerro, vendo bois com brincos magnéticos sendo monitorados via satélite.

Assim como já não posso mais sentar naquela enxurrada que me empurrava rua abaixo em dias de chuva, sem o risco de doenças (imagine só), também já não existe mais um mundo redondo, onde os limites eram estabelecidos pelo alcance dos olhos.

A internet é uma realidade. Mas parece que não pra todos.

Todos os dias, recebo dezenas de notícias e informativos sobre a permeabilidade da internet em todos os aspectos da sociedade. Apesar disso é engraçado analisar o comportamento do mercado publicitário no país.

A Fórmula básica para valorização de uma mídia sempre esteve em sua audiência e poder de persuasão. O fato – e não opinião – é que a internet já superou até mesmo a TV em todos os aspectos relevantes à um anunciante, desde audiência, conversão e até mesmo parâmetros nunca sonhados há algum tempo, como a possibilidade de se mensurar o ROI com precisão.

Obviamente que existem muitos interesses por trás dessa manutenção do sistema tradicional de publicidade, mas a mudança de comportamento dos próprios anunciantes (muito tímida até o momento), revela uma certa tendência à seguirem o bezerro.

A planificação do mundo, através da tecnologia, já aconteceu, queira eu, você ou os impérios de mídia e é mais provável você me ver escorregando em alguma enxurrada em dia de chuva do que presenciarmos um retrocesso nessa realidade.