Artigo

Pamonhas e Spam

Quem gosta de pamonha? Sabe aquelas coisas das quais a gente não gosta, apesar de nunca ter provado? Pra mim, pamonha é uma dessas coisas.

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Me Deixem Comprar !

Posted by Jean Carlo Oliveira | Posted in Meus Artigos | Posted on 30-08-2009

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sapato

Quem não gosta de comprar? Sinceramente nunca conheci alguém que não gostasse, dessa prática tão capitalista.

E de vendedores, você gosta?

Imagine a seguinte cena: Você foi convidado pra uma grande festa. Foi ao salão de beleza, comprou aquela roupa, toda especial para a ocasião e vai comprar o sapato. Dinheiro no bolso, loja escolhida, você entra na loja e…

O que acontece? (a essa altura você já respondeu)

- Pois não, posso ajudar?

- Pode. Se jogando do mezanino! Essa seria a resposta espontânea.

- Só estou dando uma “olhadinha”. Entendi. Então você faz pesquisas sobre os lançamentos do mercado calçadista.

- Se precisar meu nome é… Então, você dá aquele sorriso do tipo “Agora me deixe em paz” e vai passear pela loja, dono da situação, afinal, você vai exercer seu momento mágico.

Um tempo depois, você dá o braço a torcer e o chama de volta e vai pra sua festa, de sapato novo.

É curioso analisar isso por outro ângulo:

Você quer comprar um calçado: Quem conhece melhor a loja que o próprio vendedor? Ele conhece exatamente a localização de cada item, preços, marcas, modelos, então, porque raios as pessoas não gostam da figura do vendedor? A razão é bem simples:

As pessoas gostam de comprar. Simples assim, mas querem COMPRAR.

O que ninguém quer é que lhe vendam nada.

A ação de compra é muito mais que a aquisição de um produto. Não estou falando sobre as motivações de compra, as reais necessidades atendidas com a compra, além de tudo isso a compra é uma experiência.

Imagine a cena: Você é uma criança e está aguardando o dia de seu aniversário, quando irá até uma loja comprar o tão esperado brinquedo. Você quase não agüenta esperar o dia marcado. Até o banho é divertido, pelo que ele precede. O caminho até o shopping é uma festa. Nem mesmo os longos corredores do shopping incomodam. Você entra na loja, anda um pouco por alguns corredores, carrega algumas opções nas mãos, (embora o presente já fora pré-escolhido), e se pudesse nem entregava pra mocinha do caixa.

Agora imagine uma outra situação:

Você já sabe qual é o brinquedo. Encomenda e recebe em casa.

Não estou dizendo que esse tipo de compra não funciona, não atende às necessidades. Não me refiro ao fato de comprar à distância, mas à eliminação do processo de compra, de toda a “paquera” que envolve uma compra. Esse momento, de escolha, de decisão e aquisição de um produto, muitas vezes é mais compensador que o próprio item comprado. Quantas vezes você já comprou algo com grande satisfação e prazer e, pouco tempo depois, no dia seguinte, no caminho pra casa, se arrependeu da compra?

Outro exemplo: Conhece alguém que tenha sapatos? Claro que sim. E alguém que tenha 72 pares? – A Fernanda tem! (Fer, parabéns pelo bebê). Será que a Fernanda utiliza todos eles?

O fato é que a compra satisfaz várias outras necessidades que não à da principal aplicação do produto. Aí está o problema na loja de calçados. Nada contra os vendedores de sapato (meu irmão fez isso por dez anos), mas sim pelo estigma que carregam. Ao invés de serem vistos como “facilitadores”, nesses casos de animosidade por parte do consumidor, são vistos como intermediários, empecilhos entre o desejo e a satisfação.

Esse é o ponto.

Todos queremos comprar, ou a menos gostaríamos, mas nos deixem comprar, em todos os aspectos.

Não me venda, me oriente, me apresente, mas não queira roubar meu momento.

Agora, caso seja um bom consultor, faça o que faz de melhor: Faça-me acreditar que decidi a compra sozinho.

O Queijo do Marketing

Posted by Jean Carlo Oliveira | Posted in Vídeos | Posted on 29-08-2009

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Pensem rápido: Quantas pizzas vocês conhecem que não tenham queijo entre os ingredientes?

Impossível pensar em pizza sem falar em queijo. Pois Bem. Esse site , entre outras bobagens, fala de marketing. E como não poderia faltar, aí vai um vídeo do queijo, digo, do pai do marketing.

Com vocês, Philip Kotler.



Quando vão me ouvir?

Posted by Jean Carlo Oliveira | Posted in Meus Artigos | Posted on 29-08-2009

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Sexta feira.

Engraçado que a felicidade vem em função da véspera de sábado, e não propriamente do dia de sexta.

Normalmente meu sábado já está vendido: Clara, Bel e Guarani (não obrigatoriamente nessa ordem), porém o caso que vou relatar aconteceu exatamente assim.

Como de costume, tenho algumas pendências para com minha filha, pendências essas que tento sanar nas poucas horas que essa vida maluca me permite dedicá-las as coisas que mais gosto.

Pois bem. Acordo cedo, coloco a Clara no carro e partimos para realizar mais uma de suas vontades. Não preciso andar muito para localizar um grande auto-center.

Ao chegar, sou recebido com muita simpatia, por uma simpática atendente, que me recebe ainda na saída de meu carro:

– Bom dia, em que posso ajudá-lo?

– Preciso falar com o pessoal que cuida da troca de pneus;

– “Esses pneus são aro 15”, afirmou ela com um ar de especialista. Balancei a cabeça concordando com ela, e ainda que não fosse, a convicção dela era tão grande que eu não me atreveria a discordar. PRONTO, ali começava uma experiência que, quase sadicamente, aceitei levar adiante.

Imediatamente ela me perguntou quando foi que eu havia trocado os pneus pela última vez.

– Não troquei, respondi. – O carro já veio com esses pneus.

Recebi um belo elogio, por procurar por novos pneus estando os meus ainda “meia-vida”, como ela os classificou.

– Pode me emprestar a chave? Fiz uma cara de espanto, e ela explicou que precisava colocar o carro no elevador, pra verificar a suspensão. Me levou pra uma sala aconchegante e me mostrou todos os modelos de pneus disponíveis, custos, formas de pagamento.

Nesse momento, já me dividia entre a vendedora e a Clara, derrubando o mostruário de amortecedores, num canto da sala.

Logo chega o orçamento da suspensão. O documento apresentado parecia um extrato bancário, tamanha a quantidade de itens e valores. A quantidade de defeitos e falhas na “estrutura do veículo” como eles me disseram, me pôs a pensar em como eu tinha conseguido chegar até ali com ele.

– E aí, como o Sr. quer fazer?

– O que?, perguntei .

– O pagamento. Como o Sr. vamos realizar uma grande quantidade de serviços, podemos parcelar em 10 vezes.

– Mas não vou fazer esses serviços!

– Bom, disse ela em tom conciliador, posso ver com o meu gerente o que podemos fazer pra facilitar o pagamento dos pneus. Como seria bom pro senhor?

– Não vou trocar os pneus do meu carro!

– Porquê? É pelo preço? Podemos ver outros modelos e…

– Não vou trocar nada. Não estou interessado em serviços pro meu carro.

– Como assim?

- Assim. Não quero nada pro meu carro. Não estou precisando (se bem que, depois de ver aquele orçamento, já não estava tão convicto disso).

- Mas o Sr. me disse que queria trocar os pneus do carro!

– Nada disso. Disse que queria falar com o pessoal da área de pneus.

- E pra quê você queria isso? perguntou ela já impaciente. Naquela altura da conversa, o “Sr” já tinha desaparecido, juntamente com aquela cortesia comoditizada.

- Sabe o que é, preciso fazer um balanço pra minha filha e queria ver se poderiam me dar um pneu usado.

No final daquele dia, a Clara estava balançando na varanda de casa e eu, fui pro campo, assistir o Guarani, morrendo de medo do carro se desmanchar no caminho.